quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Enciclopédia do Rock - Stone The Crows

John McGinnis,Colin Allen,Maggie Bell,Jim Dewar e Leslie Harvey

Stone the Crows foi uma banda formada em Glasgow em 1969.
O nome da banda é uma gíria escocesa
que significa "para o inferno com isso".

Formada no final dos anos 60

em Glasgow, na Escócia,
por Maggie Bell e Leslie Harvey
no comando, o Stone the Crows
iniciou se destacando em barzinhos
na sua cidade natal.
Após viagens aos Estados Unidos
e Inglaterra, a banda foi descoberta
por Peter Grant, empresário
da mega banda Led Zeppelin.
Certamente isto os ajudou
um pouquinho em sua caminhada.

Renomeada como Stone the Crows,

o grupo estreou com seu primeiro álbum
em 1970.
O disco, homônimo, conta com várias músicas de outros compositores
assim como os vocais divididos
entre Maggie Bell
e o tecladista John McGinnis.
Além destes, a banda era formada
por Jim Dewar no baixo,
Colin Allen na bateria
Leslie Harvey na guitarra.
Alias, Leslie (Les) era o irmão
mais novo do cantor Alex Harvey,
da maravilhosa Sensational
Alex Harvey Band.


Apesar de muito interessante,

Stone the Crows acabou
não alcançando o sucesso esperado.
Como a banda ainda não havia decolado, apesar do bom destaque
do segundo álbum,
tanto Dewar quanto McGinnis
deixaram o grupo dando lugar
para o baixista Steve Thompson
além do tecladista Ronnie Leahy.
As mudanças se mostraram muito interessantes.
Teenage Licks, o terceiro álbum, lançado em 1971, exibiu uma banda segura, coesa
e contando com grandes canções.
O disco é excelente do começo ao fim,
com destaque para Big Jim Salter,
One Five Eight (ironicamente composta por McGinnis) além de um ótimo cover
de Bob Dylan

Teenage Licks apresentou

a banda ao sucesso.
Maggie está cantando como nunca
neste álbum, que também traz
Les Harvey mandando ver na guitarra
além da ótima linha de baixo de Thompson.
Alias, Maggie foi eleita como a cantora do ano pela revista Melody Maker.
Nesta altura, a banda já excursionava
com nomes como David Bowie,
T. Rex, Frank Zappa, Roxy Music
e MC5, entre outros.

Porém nem tudo eram flores na vida

do Stone the Crows.
Em 3 de maio de 1972,
durante um show no
Swansea's Top Rank Ballrom,
a banda sofreu com uma tragédia:
Les Harvey morre eletrecutado
quando toca simultaneamente
no microfone e na guitarra.
A tragédia abalou para sempre
os integrantes da banda que jamais
se recuperaram da perda
de seu guitarrista.
Cinéfilos devem ter lembrado da cena,
que foi recriada no filme Quase Famosos,
de Cameron Crowe.
No filme, no entanto, o guitarrista
não morre.
A vida é bem diferente no cinema.

Para terminar a turnê, a banda recebeu

o apoio de Steve Howe
(sim, o exímio guitarrista do Yes).
Eles ainda tentaram recrutar outro músico, Peter Green do Fleetwood Mac, porém este,
apesar do bom entrosamento,
acabou não ficando com o
Stone the Crows.
Nesta fase, eles já estavam
gravando seu quarto álbum.
Para terminá-lo
(Harvey já havia gravado 6 faixas),
o grupo decidiu chamar
o guitarrista Jimmi McCulloch.
Apesar de conseguirem terminá-lo,
Ontinuous Performance não repete
o êxito de Teenage Licks.
O álbum é interessante, porém não possui
a força do anterior e a banda acaba
se separando no inicio de 1973.

Maggie Bell ainda se aventurou

em uma carreira solo,
lançando os discos
Queen of the Night e Suicide Sal,
ambos de relativo sucesso.
Além disto, ela participou de shows
com a banda funk (ops!)
Eart Wind and Fire.
Por fim, Maggie ainda fez parte
de algumas sessões de gravações
com o produtor do Cream
e baixista do Mountain,
Felix Pappallardi,
porém estas sessões ficaram perdidas
em algum lugar e jamais foram lançadas.
Ouvindo Maggie Bell é impossível
não se lembrar da cantora Janis Joplin,
porém o som da banda lembra
muito mais o Faces,
do também cantor rouco Rod Stewart
(além do pré-stone Ronnie Wood).

Maggie Bell...I was in Chain's

Maggie Bell - Souvenires

Maggie Bell - Hold On

Detroit Pistons | Unforgettable Moments: Defining the Bad Boys


Detroit Pistons: Best Playoff Plays At The Palace During Championship Se...

Grandes times da NBA – anos 80 – Os Bad Boys do Detroit Pistons


Eles foram chamados de Bad Boys
pela sua forma dura de jogar priorizando
a defesa do que o ataque, e na hora da marcação eles maracavam muito forte que chegavam
a ser desleais, por isso gênios
como Larry Bird, Magic Johnson
e Michael Jordan se enfureciam facilmente
quando jogavam contra os Pistons,
chegando ao ponto do time de Detroit
criar regras especiais para marcar o camisa 23
de Chicago, dando o nome dessas regras
de Regras Jordan, que era mais secreta
que os segredos da CIA.
No comando dos Bad Boys
tinha o técnico Chuck Daly,
que foi o técnico do lendário “Dream Team”,
mas antes disso fez história nessa grande equipe.
E entre os jogadores cada um tinha
sua função, Isiah Thomas era o chefão
em quadra, o que ele falava era lei.
Dennis Rodman o jogador incansável do time,
a máquina de pegar rebotes.
Joe Dumars, um dos melhores defensores
da história da NBA também estava lá,
sendo ele um dos melhores marcadores
de Michael Jordan.
O temperamental Mark Aguirre
chegou por uma troca e se encaixou
com uma luva.
Bill Laimbeer, o jogador de marcação
mais dura, e Larry Bird se lembra bem disso.
E lembrar que tudo começou com Isiah Thomas tentando não ser escolhido pelos Pistons
e acabando sendo o comandante dessa equipe muitos odiavam, mas fez o povo de Detroit
muito mais feliz.

Quando comecei a gostar de basquete,

eu tinha um pouco de medo
daquela galera de Michigan.
O apelido da tal turma não deixava dúvidas:
Bad Boys.
Eram os Pistons, de Detroit,
que foram bicampeões da NBA
em 1989 e 1990 com um elenco
que tinha os excepcionais
Isiah Thomas e Joe Dumars,
além de Dennis Rodman, Bill Laimbeer,
Mark Aguirre, Vinnie Johnson, Rick Mahorn,
John Salley e Adrian Dantley.
Ou seja:
só fera maluca – todas comandadas pelo general Chuck Daly.

A maioria dos grandes times
ao longo da história da NBA
teve na defesa um ponto forte
do seu jogo, mas nenhuma equipe
pode ser comparada à “eficiência”
no uso do jogo físico na sua forma mais, digamos, rude, ou bruta, se preferirem.
Ninguém se livrava da pancadaria
no garrafão dos Pistons e não foram poucas as vezes que os jogadores
e técnicos adversários protestaram
e desqualificaram o basquete praticado pelos pupilos de Chuck Daly.
Apesar (ou, talvez, em virtude)
dos “excessos” físicos,
o fato é que aquele Detroit Pistons
tem lugar certo entre as melhores defesas da história da NBA
e era literalmente temido pelos adversários.
O talento e a química do time,
entretanto, eram enormes.
Isiah Thomas, depois de Magic Johnson,
foi provavelmente o jogador
mais inteligente em quadra
dos anos 80 até os dias de hoje.
Dennis Rodman, sete vezes campeão
de rebotes da NBA
(com apenas 2,00m de altura),
era um defensor capaz de parar qualquer jogador em quadra, do armador
ao pivô grande.
Joe Dumars, um dos melhores marcadores de Michael Jordan, arremessador afiado e frio
como um iceberg.
Laimbeers era outro excelente reboteiro
e marcador e Mark Aguirre
era praticamente imparável,
de qualquer canto da quadra,
quando estava inspirado.
Vale destacar as Finais de 89,
quando os Lakers eram franco favoritos.
O time de Los Angeles estava invicto
nos playoffs (“varrendo” na sequência Portland, Seattle e Phoenix)
e vinham do bicampeonato.
Ainda mordidos pela derrota
por 4×3 nas Finais ano anterior,
para os mesmos Lakers,
os Bad Boys não deram chance
e venceram a série com implacáveis quatro vitórias e nenhuma derrota.

Uma última curiosidade:

no longo e árduo caminho do Chicago Bulls antes de se tornar uma dinastia,
Michael Jordan e companhia
sofreram muito
(literalmente, inclusive)
nas mãos do Detroit.
Foram eliminados pela turma
de Isiah Thomas nos três playoffs anteriores ao título:
88 (4-1 na semifinal do Leste),
89 (4-2 na final da conferência)
e 90 (4-3 novamente na final da conferência).
Os três anos foram vingados
com uma “varrida” humilhante por 4 x 0 nas finais do Leste de 91,
com uma surra de 21 pontos de diferença na última partida,
da qual Thomas e outros jogadores
de Detroit saíram da quadra sem cumprimentar os vencedores.




Merecia ter um legado melhor reconhecido
na história do basquete.
O time dos Pistons de 2003-04
talvez tenha sido um dos melhores times defensivos da história da NBA,
senão o melhor.
Na temporada, eles sofreram
apenas 84.3 pontos por jogo.
Seguraram onze times em menos
de 70 pontos em uma partida,
vinte e quatro times em menos de 80 pontos e sofreram mais de 100 pontos
em apenas quatro partidas.
Os Pistons começaram a temporada de 2003-04 com trinta e seis jogos
seguidos sem sofrer 100 pontos em um jogo.
Nos playoffs, eles sofreram
mais de 100 pontos em apenas um jogo
(em um jogo de tripla prorrogação contra os Nets).
Sofreram menos de 70 pontos seis vezes
e menos de 80 pontos onze vezes.

Eles ainda conseguiram uma sequência histórica na temporada regular

de cinco partidas consecutivas sofrendo
menos de 70 pontos.
Defensivamente, o time se tornou imbatível
a partir da chegada de Rasheed Wallace
no meio da temporada, vindo dos Hawks. Sheed, Ben Wallace e Tayshaun Prince
eram todos considerados entre os melhores defensores da NBA em suas respectivas posições.
Chauncey Billups e Richard Hamilton completavam o quinteto defensivo
de maneira exemplar,
além de serem as principais armas
ofensivas da equipe.
Era como uma pessoa com cinco corpos.
A defesa daquela equipe era de uma sincronia perfeita.

No ataque, as coisas eram parecidas.

O time tinha uma mentalidade
de equipe absurda.
O time dos Pistons não tinha nenhuma grande arma ofensiva e nenhuma
grande estrela na equipe.
Cada peça contribuía um pouco nas investidas de ataque.
Como eu disse antes, era como uma pessoa com cinco corpos.
Eles simplesmente não precisavam de uma estrela na equipe.
A estrela da equipe era a coletividade.
Do quinteto titular, quatro deles
eram pontuadores regulares.
Creio ainda que se alguma grande estrela fosse adicionada à equipe,
atrapalharia a dinâmica do time.

Nos playoffs, o time se tornou

praticamente imbatível.
Richard “RIP” Hamilton
se tornou a principal arma ofensiva
da equipe e concluiu os playoffs
com 21 pontos por jogo.
Chauncey Billups se tornou
o  Mr. Big Shot
(algo próximo a “Sr. Grande Arremesso”)
naquelas séries de playoffs,
por acertar a sangue frio vários arremessos nos últimos segundos dos jogos,
que deram diversas vitórias aos Pistons.
A defesa se tornou mais consistente
do que nunca, com Tayshaun Prince
tomando as atenções para ele
com um dos tocos mais sensacionais
da história da NBA
em Reggie Miller, dos Pacers,
nos últimos segundos do jogo 2
das finais da conferência leste.


Nas Finais, eles envergonharam
o super-time e então tricampeão da NBA
Los Angeles Lakers,
que contava com grandes estrelas
como Kobe Bryant, Shaquille O’Neal,
Karl Malone e Gary Payton,
vencendo a série por 4 a 1,
com extrema facilidade.
Os Pistons foram tão dominantes
naquela série que aquela sequência
ficou conhecida para sempre como
“The Five Game Sweep”
(algo como “A Varrida de Cinco Jogos”),
com os Lakers conseguindo vencer
apenas o jogo 2 da série
e apenas na prorrogação.
Os Pistons foram os responsáveis
por acabarem com a dinastia dos Lakers
no início dos anos 2000,
pois no final daquela temporada,
apenas Kobe se manteve em Los Angeles.
O time de Detroit era uma equipe
tão dominante e com um sistema
defensivo tão consistente,
que ainda chegaram em outras
4 Finais de conferência leste
e chegaram na Final da NBA
na temporada de 2004-05,
mas perderam para outra grande dinastia:
os Spurs de Tim Duncan. 
Um time tão forte defensivamente
e tão equilibrado ofensivamente,
que chegou a 5 finais de conferência
e 2 finais de NBA seguidas,
merecia ter um legado melhor reconhecido
na história do basquete.
Chauncey Billups foi o MVP das Finais
e grande líder ofensivo da equipe
em 2003-04.
Richard Hamilton era o grande
responsável por finalizar as jogadas
de média a longa distância.
Tayshaun Prince foi um defensor
perfeito, capaz de segurar qualquer
grande jogador da liga.
Rasheed Wallace era um pivô
completo, capaz de fazer jogadas de poste
e com um bom arremesso de três pontos, além de ser um defensor incrível.
Era um cara que jogava para o time.
“Big Ben” Wallace foi um dos melhores
pivôs defensivos da história da NBA
e foi o único jogador na história
(juntamente a Dikembe Mutombo)
a vencer o prêmio de jogador
defensivo do ano por quatro vezes.


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"Se não vives para servir, não serves para viver."