domingo, 19 de novembro de 2017

É tetra! Márquez evita queda, vê rival cair e fatura título da MotoGP em Valencia


O tetracampeão mais jovem da categoria,

com 24 anos

No duelo final entre Marc Márquez
e Andrea Dovizioso, a vantagem do espanhol
era grande para chegar
ao tetracampeonato da MotoGP.
E se confirmou com a queda do italiano
a seis voltas do fim, momentos depois
do próprio Márquez se segurar na moto
com dificuldade após perder o controle.
Com o terceiro lugar na prova,
o espanhol levou ao delírio a torcida
que lotou os 110 mil lugares
do circuito de Ricardo Tormo.
Nos últimos cinco anos,
em quatro ele foi o dono:
2013, 2014, 2016 e 2017.

Ranking WTA: Simona Halep acaba temporada como número 1


A carreira de Simona Halep não é marcada
por grandes resultados nos maiores torneios
mas sim por regularidade.
A pequena romena (1,68m) é ídolo em seu país
e sempre foi apontada como grande promessa.
Em 2008, aos 17 anos,
venceu o torneio juvenil em Roland Garros
e passou a ser seguida mais de perto pelos especialistas.
Desde então, chegou a duas finais no saibro
do Aberto da França (2014/17),
mas em ambas foi derrotada.
Mas de qualquer forma adquiriu o respeito no circuito
e sempre esteve no Top 10.
Do primeiro título conquistado em Nuremberg,
na Alemanha, em junho de 2013,
até a vitória no Masters de Madri, na Espanha,
em maio deste ano, Halep acumulou 15 troféus
em 23 finais e se candidatou a ocupar o posto vago
com a retirada parcial de Serena Williams.
Mesmo sem resultados expressivos,
a partir de então, a romena foi acumulando pontos
com mais quatro finais, Roma (Itália),
Roland Garros, Cincinnati (EUA) e Pequim (China).
Se não é brilhante como Serena Williams,
Steffi Graf, Monica Seles, Martina Navratilova,
Chris Evert Maria Sharapova,
outras jogadoras que já ocuparam a liderança do ranking,
Halep é marcada pela regularidade
e sabe que conseguiu superar muitos obstáculos
até chegar a esta condição.
Em recente entrevista ao site da WTA
(Associção de Tênis Feminino), a jogadora de 26 anos
ressaltou a importância de suas conquistas para o esporte romeno.
- É enorme o que eu fiz para o nosso país.
É um país pequeno, e eu sou a primeira jogadora que fez isso. 
É legal.
É o melhor momento da minha carreira,
então eu não posso reclamar.
É especial terminar o ano como número um,
pois apenas outras 12 jogadoras conseguiram isso,
o que torna mais especial e acho mais difícil fazer isso.
E mesmo com o retorno de Serena na próxima temporada,
a evolução de Wozniacki e a recuperação de Sharapova,
após longo exílio em função de doping,
Halep projeta mais para o futuro.
- Estou muito feliz por poder mostra um jogo consistente,
o que é o melhor, penso eu, para um jogador.
Isso mostra que estou pronta.
Não tenho problemas agora, nenhuma lesão.
Então estou apenas tentando fazer o meu melhor,
para começar o próximo ano melhor.
Por não ter ganho nenhum torneio de Grand Slam,
a romena não é considerada por muitos como uma legítima
número um do mundo.
Porém, na última segunda-feira, ela ganhou um grande defensor.
Jogador que mais tempo passou na liderança do ranking
(302 semanas), o suíço Roger Federer falou sobre o tema.
- Quem é número 1 merece lá estar.
Nem por um segundo devem tentar tirar esse mérito dela,
seja Halep ou a qualquer outra jogadora que trabalhou
toda a sua vida para atingir este sonho.
Ela lutou muito este ano, teve chances
e conseguiu acabar o ano no topo do ranking
Espero que todo mundo mostre o respeito que ela merece.
As declarações de um dos maiores jogadores
de todos os tempos soaram como mais um prêmio para Halep.
- Ele me deixou muito orgulhosa,
agradeço suas palavras simpáticas.
Trabalhei muito para estar onde estou
e só penso em aproveitar o momento.
Tenho muitos mais sonhos,
e o próximo é vencer um Grand Slam,
dando o meu melhor cada vez que estou em quadra
- disse ela, ao agradecer as palavras do suíço.
Independente do que venha ocorrer em 2018,
Simona Halep já tem um lugar gravado
na história do tênis feminino e, principalmente,
no esporte da Romênia com sua
" fluidez encantadora de movimentos e excelente equilíbrio",
como escreveu Eleanor Crooks,
do jornal britânico The Independent, em 2014,
ao analisar a romena.
Confira os títulos conquistados por Simona Halep:
2013 - Nuremberg (Alemanha),
Rosmalen (Holanda), Budapeste (Hungria),
Connecticut (EUA), Moscou (Rússia)
e Sofia (Bulgária)
2014 - Doha (Catar) e Bucareste (Romênia)
2015 - Shenzhen (China),
Dubai (Emirados Árabes Unidos)
e Indian Wells (EUA)
2016 - Madri (Espanha), Bucareste (Romênia)
e Montreal (Canadá)
2017 - Madri (Espanha)

sábado, 18 de novembro de 2017

Imortais do Futebol - Luc Nilis o atacante que bajulava a bola

Stoichkov, Figo, Roberto Baggio, Zidane, Romário, Rivaldo, Ronaldinho...
A lista dos craques que acompanharam Ronaldo ao longo da carreira é extensa e poderia ocupar muitas linhas deste texto.
O ex-jogador belga Luc Nilis,
passaria facilmente como coadjuvante fosse comparado a esses craques.
Mas não para Ronaldo.
O Fenômeno já disse mais de uma vez que o seu ex-companheiro de PSV foi o seu grande parceiro da carreira.
Uma compilação de gols qualquer já serve para te deixar embasbacado.
De calcanhar ou de trivela, por cobertura ou soltando o pé, fora ou dentro da área.
Luc Nilis era um especialista na arte de balançar as redes.
Poucos atacantes ao longo das últimas décadas tiveram tamanha qualidade técnica.
Opinião esta que não é de um mero leigo,
e sim de Ronaldo.
Segundo o próprio Fenômeno,
que compartilhou a cancha com outras tantas lendas, ele não encontrou parceiro melhor ao longo da carreira do que o belga.
Diz muito.
Tudo bem, Nilis não era o jogador perfeito.
Não era tão veloz ou tão intenso,
por vezes sucumbia à mente ou às lesões.
No entanto, ficando só entre ele e a bola,
se aproximava da perfeição.
Exímio em diversos fundamentos,
é menos lembrado que deveria por sua categoria.
Olhando apenas os números, a passagem de Nilis pelo Anderlecht foi excelente.
Anotou 127 gols em 224 partidas pela liga e, tirando a temporada de estreia,
sempre registrou dois dígitos nos tentos.
Como titular, faturaria três títulos do Campeonato Belga e três da Copa da Bélgica.
Formou uma parceria infernal com o maranhense Luis Oliveira na virada da década.
Seu desempenho despertou interesse do PSV,
que o contrataria ainda em 1994,
juntamente com o então jovem atacante Ronaldo.
Juntos, Nilis e Ronaldo formaram a dupla de ataque mais prolífica da
Eredivisie 1994/95.
Marcaram juntos 42 gols, 30 do brasileiro
e 12 do belga.
Porém, não foram suficientes para superar o fortíssimo Ajax de Louis van Gaal,
com o PSV terminando na terceira colocação.
A posição de coadjuvante em relação à potência europeia da época, aliás, relegou um reconhecimento menor ao grande time dos Boeren.
Mas, individualmente, Nilis acabou exaltado como nunca antes enquanto esteve na Bélgica.
Apesar do ataque de 106 gols do Ajax,
campeão com sobras e também
dono da Champions naquela temporada,
o camisa 10 recebeu o prêmio de melhor jogador da temporada holandesa,
uma honraria imensa, superando
Jari Litmanen e Frank de Boer.
Na temporada seguinte, chegaram outros jovens promissores ao PSV: Jaap Stam, Phillip Cocu, Boudewjin Zenden,
Eidur Gudjohnsen.
A equipe se aproximou do Ajax,
mas não superou os rivais no topo da tabela.
Precisou se contentar apenas
com a Copa da Holanda,
derrotando o Sparta Roterdã na final.
E, diante da lesão que privou Ronaldo
de parte dos jogos, Luc Nilis assumiu
a missão de balançar as redes.
Foram 26 gols, artilheiro da Eredivisie 1995/96 e também eleito o jogador do ano
na Bélgica.
Já na temporada seguinte, enfim, a glória.
Por mais que Ronaldo tenha sido vendido
ao Barcelona, suplantado por Marcelo Ramos,
o desmanche do Ajax foi mais pesado.
E o PSV recuperou o troféu após cinco anos, em equipe que também contava com
(além dos já citados) Arthur Numan,
Wim Jonk e Vampeta.
Nilis outra vez arrebentou,
goleador da liga com 21 gols.
Porém, em sua passagem
pela equipe holandesa,
a parceria mais efetiva foi com
Ruud van  Nistelrooy - na temporada 1998/99, marcaram 55 gols e,
na seguinte, balançaram as redes
48 vezes, na melhor fase da carreira
do belga, que conquistou 3 títulos
(2 Campeonatos Holandeses
e uma Copa da Holanda).
Em 6 anos de PSV, Nilis marcou
110 gols em 164 partidas.
  • Jogador do ano na Eredivisie
  • (Campeonato Holandês) em 1995
  • Melhor Marcador na Eredivisie (Campeonato Holandês) em 1996 e 1997
  • 1995 eleito o jogador do ano na Bélgica

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Luc Nilis

Imortais do Futebol - PREBEN ELKJAER - O cavalo doido dinamarquês!


Preben Elkjaer Larsen,
o atacante dinamarquês, encantou o mundo
no fim dos anos 70 e anos 80
com seus atributos futebolísticos
incomuns para aquelas bandas
da Escandinávia.
Jogador polivante, jogava em qualquer posição
no ataque, seja ponta,
segundo atacante, meia-atacante
ou centroavante, sem perder a qualidade
de seu futebol, mas foi como centroavante que se destacou nos times e seleção.

Com seus dribles mágicos e desconcertantes,

físico privilegiado, alto (1.82), ambidestro,
forte como um tanque de guerra,
e com uma velocidade de um superesportivo europeu foi, sem dúvida nenhuma,
em seu tempo, um dos maiores atacantes
do mundo.
Se não bastasse todo seu carisma futebolístico,
era um jogador irreverente
e cheio de atitudes controversas
dentro e fora de campo.
Fumante inveterado, boêmio e extremamente irreverente dentro de campo e conjugado
ao seu ímpeto ofensivo recebeu o carinhoso apelido de "Cavalo Doido".
As multidões o amava por isso.
Seus treinadores não.
Em uma ocasião, anos antes,
o técnico alemão Hennes Weisweiller informou a Elkjær que ele sabia que o jogador tinha visitado uma casa noturna
na companhia de uma garrafa de uísque
e uma senhora.
Elkjaer respondeu que era tudo mentira.
Tinha sido uma garrafa de vodka e duas senhoras.
Elkjaer (se pronuncia "Eucaer")

é considerado como o maior atacante (centroavante) dinamarquês
de todos os tempos..
Iniciou sua carreira no Vanlose, em 1976.
Logo no final daquele ano
se transferiu ao Colônia.
Após duas temporadas no futebol alemão, defendeu com muito sucesso,
o Lokeren, da Bélgica, com muito gols,
assinalou 98 gols em 190 partidas.

Mas há um lugar onde ninguém esquecerá desse craque de bola, que é a cidade

italiana de Verona.
Foi lá onde o Cavalo Doido obteve a maior conquista de sua carreira.
Em 1985, não foram os grandes Milan e Inter,
ou a Juventus de Platini,
ou a Roma de Falcão, ou a Udinese de Zico
ou o Napoli de Maradona, mas foi o modesto
Hellas Verona do novato dinamarquês Elkjaer
e do lateral panzer alemão
Hans-Pter Briegel que conquistou
aquele inédito escudetto.
E, claro, em seu país até hoje é reputado como um dos maiores do futebol dinamarquês junto com
M. Laudrup e Alen Simonsen.
A seleção dinamarquesa
nunca tinha sequer se classificado
para um torneio importante.
Com Elkjaer no comando do time,
junto com uma grande geração,
a Dinamarca surpreendeu o mundo
com performances espetaculares,
tanto no Euro 84 e na Copa de 1986.

Fazendo um trio infernal

com Simonsen e M. Laudrup,
a seleção da Dinamarca
recebeu o apelido de Dinamáquina,
a sensação da Copa do Mundo do México
em 1986, que após uma brilhante participação
na primeira fase,
foi melancolicamente eliminada pela Espanha
nas oitavas de final pelo placar de 5 a 1,
mas Elkjaer havia deixado sua impressão
sobre o mundo.
No México 1986, ele marcou um hat-trick
no 6 a 1 contra o Uruguai
de Francescoli e Ruben Paz,
e foi eleito o terceiro melhor
jogador do torneio. 
[​IMG]

Mesmo com a eliminação,

Elkjær foi o segundo colocado
no Ballon d'Or de 1985
e eleito o melhor jogador dinamarquês pela Associação Dinamarquesa de Futebol
no mesmo ano.
E em 1986 restou por ficar
em terceiro lugar na Ballon d'Or.

Preben Eljakjaer Larsen

Imortais do Futebol - Michael Laudrup, o Mago Dinamarquês

"Apenas corra, ele vai encontrar

um jeito de passar para você".

Essa orientação dada por companheiros
de time de Laudrup a outro jogador
que chegasse a equipe mostra
qual era o nível de habilidade desse
meio campista quando o assunto são passes.
Sinceramente não consigo pensar
em ninguém melhor do que ele
nesse fundamento.

 Michael Laudrup era um meia tão técnico,

com uma visão de jogo e precisão de passe
tão elevadas, que seus lançamentos e assistências fazem Iniesta e Xavi parecerem amadores.
Não só isso, era incrivelmente habilidoso
e finalizava bem, sobretudo de fora da área,
um jogador mais do que incrível.
Se alguém ainda estiver em dúvida
do quão espetacular Laudrup era
como passador (possivelmente nisso foi o melhor da história no fundamento), veja o vídeo abaixo para acabar com qualquer incerteza.

Michael Laudrup iniciou sua carreira

no KB, da Dinamarca, em 1981.
Na temporada seguinte se transferiu
para o Brondby FC, clube no qual seu pai
havia encerrado a carreira.
Nesta equipe, começa a dar mais mostras
de seu potencial, ficando em terceiro
na tabela de artilharia e faturando o prêmio
de jogador dinamarquês do ano, em 1982.
Com esse nível de atuação, naturalmente
chamou a atenção de gigantes do futebol europeu
e em 1983 se transferiu para a Juventus. 

Transferindo-se para a equipe italiana,
à época uma das mais fortes do mundo,
as expectativas eram de que a carreira de Laudrup deslanchasse, mas os eventos não transcorreram conforme o esperado.
Em função de as regras da época
limitarem a dois o número de estrangeiros
por equipe, e de a Juventus já contar
com o francês Platini
e o polonês Boniek,
o dinamarquês foi emprestado à Lazio
(que havia subido à primeira divisão no ano anterior).
Após duas temporadas com boas atuações,
volta a equipe de Turim, que agora
já não mais contava com Boniek. 
Na Juventus forma uma dupla incrível com Platini, levando o time a mais um título italiano
e à conquista da Copa Intercontinental
na temporada 85-86.
Após isso, os dois craques estrangeiros da equipe de Turim tiveram diversos problemas com lesões, levando à equipe a ficar sem títulos
na temporada seguinte.
O mesmo se repetiria nos anos seguintes,
com a saída de Platini e a queda
de produção de Laudrup.

Em 1989, já com 25 anos,
o dinamarquês se transfere ao Barcelona.
Nesse momento você, que possivelmente nunca ouviu falar sobre Laudrup e está lendo essa postagem deve estar desapontado.
Sim, porque até os 25 anos tudo o que ele teve
em termos de títulos foram um Italiano e um Intercontinental, e ainda poderia se dizer
que ele só alcançou essas conquistas
"na aba" de Platini.
Também não tinha tido uma grande
premiação individual.
Havia feito lances bonitos, mas ao que parece
não era tão bom assim, não é? 
Não, não é.
Realmente se trata de um craque fora de série,
o tipo de jogador acima da média
até em comparação a outros craques,
mas que ainda não tinha demonstrado
quase nada de seu potencial.
Os anos seguintes provariam isso. 

No Barcelona Laudrup faria parte da equipe comanda pelo seu ídolo de infância, Cruyff.
O clube catalão à época havia vencido apenas um espanhol nas últimas 15 temporadas, e, por isso mesmo, tinha sede de títulos.
O holandês montaria um time forte, e logo na temporada 89/90 viriam duas conquistas:
a Copa do Rei e a extinta Winner's Cup.

Na sequência o Barcelona contrataria um importante reforço, o Búlgaro Hristo Stoichkov, fortificando ainda mais seu time.
Com isso teriam um grande sucesso
nos anos seguintes, vencendo o Espanhol
nas temporadas 90-91 e 91-92,
nesta última ganhando também
a Champions League.
Nesse ponto da carreira Laudrup era claramente
o melhor jogador do barça, que era,
ao lado do Milan, o mais forte time da época.

Teria então tudo para ganhar a Bola de Ouro.
Mas faltava algo: muitas vezes Laudrup
ficava devendo com a seleção dinamarquesa,
que, embora contasse com ele,
o goleiro Schmeichel e seu irmão, Brian,
não havia sequer se qualificado para a Euro 92 (Michael e seu irmão não jogaram os 3 últimos jogos da classificação para o torneio,
por problemas pessoais com o treinador).
No entanto os dinamarqueses acabaram ingressando na competição depois que Iugoslávia perdeu sua vaga devido à guerra civil no país.
Laudrup, no entanto, achou que as chances
de sua seleção no torneio eram tão baixas
que ele preferiu tirar férias a participar do certame.
Certamente ele se arrependeu dessa decisão,
pois sua seleção, que realmente tinha alguns bons jogadores chegou à semifinal contra a então campeã Holanda, o que daria a ele uma boa oportunidade de mostrar suas habilidades
em um duelo com Van Basten.
Porém as surpresas estariam apenas começando:
a partida terminou empada em 2 a 2, e,
nos pênaltis a Dinamarca passou. 
Na final mais uma surpresa: 2 a 0 para cima da campeã mundial Alemanha,
e Laudrup havia perdido a oportunidade
de ganhar tanto a Bola de Ouro
quanto o recém criado prêmio
de Melhor do Mundo da FIFA.
Embora muitos considerem, inclusive eu,
que nesse momento ele era o melhor jogador
do planeta, o dinamarquês não ganharia
nenhuma das premiações,
perdendo ambas para Van Basten.

Laudrup manteria o alto nível de atuação,
e o Barcelona venceria mais um
Campeonato Espanhol, o terceiro em série.
Todavia uma grande mudança aconteceu na temporada seguinte: o clube catalão contratou Romário, um quarto estrangeiro, e,
como as regras da UEFA permitiam que uma equipe jogasse com apenas três atletas
de outro país, os quatro teriam de se revezar. 

Apesar disso a temporada 93-94 foi bastante positiva para o barça, que venceu mais um Campeonato Espanhol, com direito a um sonoro
5 a 0 no Real Madrid e se classificou
para a final da Champions.
Todavia Laudrup se desentende com Cruyff
e este resolve não colocá-lo na final:
o resultado foi um 4 a 0 para o Milan.
O treinador da equipe italiana,
Fábio Capello, diria:
"O cara de quem eu tinha medo era o Laudrup, mas Cruyff decidiu deixá-lo fora
e esse foi seu erro."
Após esse jogo o tempo de Laudrup no Barcelona chegou ao fim, pois ele se transferiu
para o Real Madrid.

Na nova equipe, o dinamarquês mais uma vez mostra seu altíssimo nível: o Real quebra a série de títulos espanhóis do Barcelona e devolve o
5 a 0 da temporada anterior ao rival.
Após esse jogo, Cruyff diria:
"Quando Michael joga como um sonho,
uma ilusão mágica, determinado a mostrar
ao seu novo time suas habilidades extremas,
ninguém no mundo chega perto do seu nível."
Após essa conquista Laudrup se tornou o único futebolista a vencer o campeonato espanhol
cinco vezes seguidas por times diferentes.
Ainda no ano de 1995, Laudrup lideraria
a Dinamarca a mais uma conquista,
a Copa das Confederações.
Michael deixaria o dele na final,
contra a Argentina.
Apesar de ser o principal jogador
do Campeão Espanhol e da seleção campeã
da Copa das Confederações, Laudrup
não chegaria nem perto de vencer
a Bola de Ouro ou o prêmio de Melhor do Mundo.  

Algo curioso nessas premiações é que Zamorano, do Real Madrid, ficou a frente de Michael
no prêmio da FIFA, sendo que 82% de seus gols naquele ano vieram de assistências
do Dinamarquês, e, antes de sua chegada,
a média do chileno no espanhol
mal passava de 0,3 por jogo.

Em 1996 Laudrup deixa o Real Madrid,
passando a jogar por clubes de menor expressão, até que em 1998, vai para o Ajax,
vencendo o Campeonato Holandês.
Ainda naquele ano, Laudrup seria o capitão
da Dinamarca na Copa do Mundo,
fazendo uma grande exibição
e chegando à seleção do torneio
(apesar de sua idade e de sua seleção
ser eliminada nas quartas de final).
Após isso, o craque se aposentou.

Sinceramente acho um absurdo que sua carreira acabou sem uma Bola de Ouro
ou um prêmio de melhor do mundo.
Para mim Laudrup pode ser comparado a Zidane, inclusive marcou mais gols que o francês em menos jogos, tanto por seleção quanto por clubes, e tem mais assistências também,
mas não afirmo que ele foi melhor,
porque afinal futebol não se resume a números.
Digo apenas que são dois jogadores comparáveis.

Se as premiações como a Bola de Ouro
e o Melhor do Mundo da FIFA
não deram tanta importância a Laudrup,
após sua aposentadoria, receberia muito reconhecimento por parte de jogadores, comentaristas e técnicos.
Abaixo deixo algumas citações sobre esse craque.

Romário: Ele é o melhor com quem eu joguei, e o quinto melhor da história do jogo.
(Depois Romário diria que Ronaldo foi o melhor com quem ele jogou).

Iniesta: O melhor jogador da história? Laudrup.
(Aliás, vemos semelhanças no estilo de jogo de Iniesta e Laudrup).

Beckenbauer: Pelé foi o melhor nos anos 60,
Cruyff nos 70, Maradona nos 80 e Laudrup nos 90.

Guardiola: O melhor jogador do mundo.
Não acredito que ele não ganhou um prêmio de melhor do mundo.
É considerado o melhor da história de seu país.

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São José dos Campos, São Paulo, Brazil
"Se não vives para servir, não serves para viver."