sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Enciclopédia do Rock - Jeff Buckley deu o último mergulho há 20 anos: o mito nasceu no dia em que o homem desapareceu




O calendário marca o dia 29 de Maio de 1997.
O cenário é a cidade de Memphis.
Jeff Buckley e Keith Foti, amigo e roadie,
caminham em direção a um estúdio
onde têm encontro marcado com a banda
(que se encontra precisamente neste momento
num avião em direção à cidade no estado do Tennessee).
Ao perceberem-se que estão perdidos,
os dois decidem descansar ao pé do rio.
Jeff Buckley, sempre desafiante,
entra nas águas do Wolf River
com a roupa vestida e as botas calçadas,
apesar dos receios e avisos de Keith Foti.
Num rádio portátil pode ouvir-se
«Whole Lotta Love» dos Led Zeppelin.
Jeff Buckley entoa em voz alta as letras
e brinca com a forma própria
de Robert Plant cantar.
Keith Foti tenta afastar o rádio
para evitar que seja danificado pelas ondas
provocadas pelos barcos que por ali passam.
Quando se vira, já não vê Jeff.
Naquela altura só as luzes da cidade iluminam
as tristes águas do Wolf River.
A natureza tem estranhas formas
de mostrar a sua raiva.
O corpo de Jeff Buckley é encontrado
seis dias depois.
O homem que sabia demasiado acerca da vida
e do amor havia sucumbido prematuramente
e de forma trágica.
NOME: JEFFREY SCOTT BUCKLEY
Jeff Buckley cresceu rodeado de música
e de músicos.
É filho de Tim Buckley, músico folk
que abriu os braços ao jazz,
que abandonou Jeff
quando este tinha ainda poucos meses.
A sua mãe, Mary Guibert, era uma pianista
e violoncelista com formação clássica.
Jeff Buckley começou desde cedo a ouvir
Led Zeppelin, Jimi Hendrix e The Who,
por influência do seu padrasto,
e cantava sozinho e com a sua mãe,
pela casa.
Com oito anos de idade,
pouco antes de Tim Buckley morrer,
a mãe levou-o a ver um concerto do pai.
Jeff acabou por ficar com Tim Buckley
durante uma semana e a partir daí
passou a querer ser tratado
não como Scotty Moorhead,
o nome pelo qual era conhecido na altura,
mas sim como Jeff Buckley.
Apesar de não conhecer profundamente
o seu pai, era-lhe impossível
não se deixar influenciar por Tim Buckley,
até pelas semelhanças físicas,
nos gestos, no talento.
Tim Buckley morreu de overdose de heroína
quando o filho tinha oito anos
e tudo fez para evitar comparações.
O conceito de «mártir» não o seduzia.
Jeff Buckley era, na altura,
uma verdadeira jukebox humana.
Foi em bares que aprendeu a conhecer-se,
a experimentar com a sua voz.
Aprendeu com nomes como Edith Piaf,
Nina Simone, Morrissey, Van Morrison,
Bob Dylan, Nusrat Fateh Ali Khan
e os inevitáveis Led Zeppelin.
Jeff Buckley assinava com a Columbia Records
mesmo antes de ter uma banda
e sem que os seus responsáveis soubessem
muito bem o que dali iria nascer.
Grace, apesar de ser uma primeira obra,
tem um cunho quase derradeiro
Jeff Buckley vivia a música e a arte
de forma obsessiva.
Todos percebiam que havia talento suficiente
para que Jeff Buckley gravasse discos
e fosse o sucessor de Dylan e Springsteen
era esse o desejo da editora.
thanks !!!👍R.I.P. Jeff...

Nenhum comentário:

Arquivo do blog

Quem sou eu

Minha foto
São José dos Campos, São Paulo, Brazil
"Se não vives para servir, não serves para viver."